À descoberta de Luis Sepúlveda


Acabei de ler o primeiro livro sugerido no nosso Clube de Leitura ("Livros à Sexta"), "O velho que lia romances de amor", de Luis Sepúlveda. Fui lendo calmamente, apaixonando-me aos poucos pela escrita deste autor chileno. 

Agora que fecho o livro e segurou-o com ambas as mãos, sinto-me muito feliz por duas razões:

1. Pela descoberta

Como é que nunca tinha lido nada deste autor? Devo dizer-vos que não fazia ideia que fosse tão especial. Ele escreve de forma apaixonante e envolvente. Talvez para vocês não seja novidade. Mas eu acabei de descobrir Luis Sepúlveda! Descobri a musicalidade das suas palavras, a autenticidade das suas personagens e o reflexo das suas crenças. Não posso dizer que foi tardiamente, porque nunca é tarde para bonitas surpresas. Talvez esta descoberta tenha sido na altura certa. 

2. Por uma nova forma de ler

Ler este livro foi um desafio, porque é suposto partilhar o que senti com os outros leitores do nosso Clube de Leitura. Cada página lida foi refletida, cada emoção foi questionada... Cada sorriso que a leitura me arrancava foi analisado. Falar sobre um livro, partilhá-lo desta forma é sair da zona de conforto, é revelar um pouco de nós. É ler de uma forma mais intensa. Estou preparada! 

Vocês que já leram este romance... o que mais vos fascinou? 
Para mim foi, sem dúvida, a profunda ligação de Antonio José Bolívar Proaño à floresta. O seu respeito pela Amazónia é tocante, admirável...

Não resisto a deixar, aqui, a passagem que mais me marcou:

"O velho acariciou-a ignorando a dor do pé ferido, e chorou de vergonha, sentindo-se indigno, envilecido, de modo nenhum vencedor daquela batalha."

Rosarinho



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