Como sobrevivemos à "Maldição na Serra"!


Como te recordas, as miúdas do Armazém foram convidadas a participar no evento "Maldição na Serra". A ideia era vivermos uma experiência de terror em plena Serra de Sintra à noite, durante uma caminhada de alguns quilómetros e depois dar o nosso testemunho, aqui no blog.

E hoje vou contar-te como sobrevivemos à "Maldição na Serra", através de alguns truques. ;)

1. Chegámos muito antes da hora do evento começar
Fomos na boleia dos Trilhos Nocturnos, responsáveis pela segurança no local e conselheiros da equipa organizadora (alunos da disciplina de Planeamento e Gestão em Animação Turística do curso de Gestão de Lazer e Animação Turística da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril) e começámos logo a "espiar" a dinâmica da coisa. Foi superinteressante ver o entusiasmo dos jovens envolvidos na organização deste evento e o seu grande empenho para que tudo corresse bem. O fato de termos chegado mais cedo, permitiu, também, conhecer todas as personagens maléficas que iriam estar em vários pontos da serra a aterrorizar os participantes. Padre, noiva, criança amaldiçoada, vidente... todos bem caracterizados e prontos para arrancar gritos aos mais desprevenidos. 




2. Sermos as repórteres em campo
Ora, para sermos as repórteres não podíamos entrar em jogo! Éramos, digamos que, observadoras... quase cúmplices dos responsáveis pelos postos assustadores que geravam terror nos participantes. Portanto, não tínhamos de superar provas... apenas tínhamos de acompanhar quem as tinha de superar, nós e o nosso querido repórter de imagem Vitor Sá. A superação de cada prova traduzia-se na recolha de um objeto: o nariz do palhaço, a palha com sangue, o coração, o boneco de vodu... Se as equipas não conseguissem aceder as estes objetos a consequência seria terrível - as suas almas ficariam para sempre amaldiçoadas na serra. Desse problema estávamos safas!


3. Manter conversação com as personagens malvadas e fazer fotografias
Quando a equipa que acompanhávamos chegava ao posto ficávamos discretamente a ver como se comportava e depois quando seguia pela escuridão à procura de mais um objeto, dávamos uns dedos de conversa com a personagem assustadora e aproveitávamos para fazer umas fotografias, enquanto não chegava a equipa seguinte... ou melhor dizendo, as vítimas seguintes. Toda a gente gosta de uma boa fotografia... até as criaturas mais assustadoras da noite.


 



4. Seguir pelo trilho certo, respeitar a natureza e apreciar o momento
Cumprir as regras estabelecidas pela organização foi fundamental para que tudo corresse bem; Perceber que estávamos numa zona protegida e mágica; Respeitar o local, apreciar os sons da natureza e testemunhar algumas histórias reais contadas pelo "Comandante" dos Trilhos Nocturnos; trocar palavras com os participantes (60 aventureiros destemidos) e esquecer o frio de rachar que se fazia sentir foi fundamental para a nossa sobrevivência a esta "Maldição na Serra".




Uns mais assustados, outros nem tanto... Uns mais empenhados em levar todos os objetos, outros mais focados no percurso e na beleza à sua volta. Algumas equipas em estado de alerta, outras mais descontraídas e sem grandes preocupações. Na verdade foram cerca de três horas de diversão para 60 pessoas que deixaram os seus lares num domingo à noite e quiseram viver esta experiência de terror.






Mas tenho de confessar que, apesar de sobrevivermos a esta maldição, ainda apanhámos alguns sustos. Tivemos de passar por um túnel estreito e com menos de 1,20 m de altura, povoado por "simpáticas" aranhas... e quase no final do percurso, uma criança amaldiçoada conseguiu arrepiar-nos dos pés à cabeça. Ela só queria brincar... Está bem está!!



Queres saber o que mais amámos nesta noite de medo e de coração acelerado? Foi o momento em que as miúdas e o fotógrafo ficaram sós e sem nenhuma equipa, embrenhados na escuridão da serra. Aquele momento mágico de comunhão com a natureza, com a sinfonia das árvores e com os cheiros da floresta... foram poucos minutos, mas foram mágicos.

Adorámos fazer parte deste momento, que, sabemos, foi de extrema importância para estes alunos, que nas últimas semanas se dedicaram de corpo e ALMA a esta Maldição que teve um final feliz!



Fotografias da autoria do fotógrafo Vitor Sá.

Selfie, tirada pelas miúdas do Armazém com o Bruno dos Trilhos Nocturnos, antes de começar a aventura!

Rosarinho

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