A história da Sacola, by Károly Herglotz


A Sacola do Armazém, com a assinatura do Károly Herglotz, tem três histórias para contar… aliás três lendas. Portanto é uma sacola lendária!

Sendo assim vou resumir as três lendas e a melhor maneira de começar é... 

Reza a lenda que numa aldeia de índios Maués existia um menino alegre, saudável e querido por todos. Adivinhava-se um futuro glorioso para ele. Tudo apontava que seria um grande chefe guerreiro. Mas o Deus do mal, Jurupari, cheio de inveja, transformou-se numa serpente e quando o pequeno índio estava distraído atacou-o e matou-o. Mais tarde, dando pela sua falta, os seus pais e a tribo juntaram-se para o procurar. Quando o encontraram morto, na floresta, a tristeza tomou conta de seus corações. E foi nesse momento, em que todos choravam, que uma tempestade se abateu na floresta. Um raio caiu perto do corpo do menino. Tupã, o Rei do Trovão, solidário com tanta dor, disse à mãe do menino que enterrasse os olhos dele pois iriam dar origem a uma árvore de fruto. E assim foi. Passados alguns dias, no local, começou a crescer uma planta que a tribo desconhecia. Era o Guaranazeiro. É por isso que os frutos do guaraná são sementes negras rodeadas por uma película branca... A semelhança com os olhos humanos é incrível!

A primeira lenda já está. Vamos para a segunda...

Era uma vez uma índia chamada Naiá que se apaixonou pela lua. Os indígenas da sua tribo contavam que lua descia à terra para buscar uma virgem e transformá-la em estrela. Naiá queria muito ser a escolhida. Ela sonhava ser uma estrela. Por isso, todas as noites, saia de casa para olhar a lua e esperar ser a escolhida. A índia repetia este ritual todas as noites sempre esperançada que quando a lua descesse ela a tentaria alcançar. Numa dessas noites viu, nas águas do Igarapé, o reflexo da lua e ao tentar tocá-la, afogou-se. A lua ficou tão sensibilizada com o gesto de Naiá que a transformou na grande flor do Amazonas, a Vitória Régia, que só abre as suas pétalas ao luar.

E por último...

Numa tribo indígena do Amazonas, há muito, muito tempo, vivia um índio que morava num toco velho e apodrecido de uma árvore.  Ele gostava de pescar e mergulhava no fundo do rio, onde a água começava a encher (reponta da maré), para apanhar o seu peixe preferido, a piranha. Misteriosamente esse índio desapareceu. Contam os pescadores da região que em sua memória deram o nome de Tucunaré a um peixe que surgiu no rio. Esse peixe desovava num toco de árvore apodrecido que se encontrava no fundo do rio e atacava as suas presas, piranhas, na reponta da maré.

Vitória, vitória... acabaram as histórias! 

...Ou talvez não...Esta sacola ainda vai dar muito que falar!

Rosarinho




A miúda, a sacola e o artista :)


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