O Festival mais Sustentável de Portugal


Nós temos o poder de transformar o mundo” foi assim que Pedro Norton de Matos, o mentor do GreenFest, nos recebeu na Conferência Inaugural deste evento que levou até ao Centro de Congressos do Estoril ideias contagiantes, inspiradoras e colocou na ordem do dia uma reflexão sobre a cidadania ativa. 

Esta é já a oitava edição do maior evento de sustentabilidade do nosso país e para mim a melhor de todas! A organização presenteou-nos com grandes novidades! Uma delas foi a Primeira Feira das ONG, uma parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian através do “Programa Cidadania Ativa” e os EEA Grants. No espaço da Fiartil os visitantes puderam conhecer o que de melhor se faz no nosso país e fora de portas na área dos serviços sociais, da saúde, do desenvolvimento e da defesa dos direitos humanos. As mais de 130 organizações presentes mostraram os seus talentos e provaram que têm o poder de agir! Conhecer o seu trabalho foi sem dúvida um desafio à ação! 





A verdade é que passear pelo GreenFest, ouvir o que têm para nos dizer os entendidos na sustentabilidade social, económica e ambiental é um impulso muito forte para fazer diferente e gerar uma introspetiva profunda. Só tive possibilidade de estar por lá no primeiro dia do evento. Ainda assim, um dia passado nesta plataforma inclusiva deu para ver e ouvir muita coisa interessante: Caroline Fleetwood (Embaixadora da Suécia – País convidado desta edição) conquistou o público ao tomar de assalto o palco com a sua bicicleta, forma simbólica de reforçar que a Suécia é líder mundial no conceito de sustentabilidade;  Benita Matovska (Fundadora do movimento TPWS- The People Who Share), falou-nos do poder da partilha e de como a economia de partilha está a mudar o mundo. Senti-me verdadeiramente impulsionada a começar algo nesta área;  Rui Marques (Mentor da Plataforma de Apoio aos Refugiados) de forma muito concreta e comovente  falou-nos da crise que a Europa vive atualmente e que ditará o seu futuro. Falou-nos de famílias que viram a sua “vida reduzida a uma mochila”. Esta é a maior crise de refugiados desde a II Guerra e a Plataforma de Apoio aos Refugiados, uma rede de organizações da sociedade civil portuguesa, está no terreno para “promover uma cultura de acolhimento e apoio aos refugiados, quer na sociedade portuguesa, quer nos países de origem e de trânsito.” 




O Greenfest tem o poder de nos fazer pensar! Sobretudo foi isso que aconteceu nesta minha passagem por este “mundo mais positivo”. E não saí de lá sem assumir um compromisso! Eu tenho o poder construir pontes…

Rosarinho

 


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