Detox Mental, by Rute Caldeira


Viver em simbiose ou como parasitas?
Uma das coisas que aprendi a fazer foi ficar em silêncio, simplesmente ficar. A observar o meu corpo, a minha mente, os meus pensamentos, as minhas emoções. Quando passei a fazer este exercício percebi que antes muita coisa me passava ao lado, e entre as coisas que me passavam ao lado estava eu própria... Não tinha como estar comigo porque não parava para me ouvir, para ouvir o meu corpo. Não dava conta que o ritmo cardíaco estava acelerado, não me dava conta que a mente é que me dominava, não me dava conta que as minhas emoções estava lá para que eu me apercebesse do que estava mal, e do que estava bem.
As emoções existem para nos dizer se estamos no caminho certo ou no caminho errado, o nosso corpo manifesta-se através de diferentes estímulos para nos dizer se está a funcionar corretamente ou contrarrelógio.
A questão é - quando é que paramos para ouvir estes estímulos corporais? Para ouvir um suspiro profundo que nos sai muitas vezes já num desespero do corpo se fazer ouvir, através de um diafragma que respira superficialmente; quando paramos para respeitar as emoções que estão lá para nos dizer que não somos robôs, somos seres com alma, que sentem e que precisam parar para sentir.
As pessoas parecem fugir de sentir, fogem do que dói, fogem de parar, o importante é ocupar o tempo e não parar, porque parar vai trazer uma verdade - a verdade de que este não é o caminho certo, de que precisamos abandonar a zona de conforto e seguir os nossos sonhos.
Não somos parasitas, somos seres evoluídos que têm uma missão e a maior delas é VIVER, então vamos parar, precisamos parar para ouvir tudo o que acontece dentro de nós e mudar o que acontece fora de nós. Vamos parar para viver em simbiose com o nosso corpo, com a nossa vida, com as nossas emoções, com o nosso planeta, com os nossos animais, com as nossas pessoas, com a nossa alma, vamos parar para viver em simbiose connosco próprios, só assim podemos aproveitar a benção de estar vivos, só assim podemos viver!
Rute Cladeira

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