"Génesis", um poema imagético ao planeta



Só poso agradecer ao grande fotógrafo Sebastião Salgado por partilhar connosco o seu tributo à nossa mãe Terra! "Génesis", patente na Galeria Municipal Torreão Nascente, Cordoaria Nacional, revela-nos uma viagem de 8 anos pelos recantos virgens deste nosso planeta. Recantos longínquos onde a ação do Homem é nula. Através de 245 fotografias somos poeticamente tocados por paisagens terrestres e aquáticas, por imagens de animais e grupos humanos que revelam a sua pureza, sem um um único toque deste nosso mundo moderno. Somos confrontados! Isso mesmo confrontados, com a nossa natureza. Mas afinal o que andamos aqui a fazer? Tudo errado! O nosso dever enquanto seres que habitam este espaço é protegê-lo. Esta exposição mexeu comigo. E é disso que eu gosto. Fui tocada pelas imagens, a minha consciência ouviu o grito de alerta. Sebastião Salgado, o fotógrafo aventureiro, que depois de retratar a condição humana, atreveu-se (e ainda bem) a fotografar a natureza. Imagino, que por cada fotografia, investiram-se horas de paciência e de observação que resultaram num momento de grandiosidade. E como coincidências não existem, um dia depois de ter visitado a exposição, ao fazer zapping, sou surpreendida pelo documentário "O Sal da Terra". Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado revelam-nos o fotógrafo e o seu percurso. Fico, ainda, mais fascinada pelo seu trabalho: foi mais um grito de alerta, mais um momento de consciencialização. Está na hora de acordar!

Rosarinho





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