"Histórias Infanto Juvenis da Tradição Africana" por Carlos Duarte


A cobra e a escolha da noiva

Era uma vez um rapaz muito pobre, que só poderia ter uma noiva, e casar com uma só mulher.

Mas, hesitava entre duas moças da aldeia, pois ambas lhe agradavam, embora tivessem gênios completamente diferentes uma da outra.

Se uma era passional e emotiva, a outra era mais decidida, se uma era mais bonita a outra era mais trabalhadora.

Pensando nestas questões, que para ele se mostravam um caso de difícil solução, foi passear no mato e, distraído nos seus devaneios, não reparou numa cobra venenosa que o picou e ele morreu.

Quando a moça passional e emotiva, teve conhecimento da morte do seu pretendente, de quem gostava muito, desesperou-se, ao ponto de tomar veneno, e morrer também. A outra ao saber da morte do rapaz, por quem também estava interessada, pegou um facão, entrou pelo mato, à procura da cobra, para a matar como vingança.

Mas a cobra que não era senão uma feiticeira disfarçada, que só pretendia ajudar o rapaz na sua indecisão, metamorfoseou-se de novo em mulher, e ressuscitou os dois.

O rapaz, de novo gozando de plena saúde e repleto de vitalidade, não teve mais dúvidas e decidiu casar-se com a que contribuíra para o salvar.

“Os homens devem casar com mulheres práticas, não fúteis!."

Carlos Duarte
(esta crónica é escrita em português do Brasil)

Sem comentários

Com tecnologia do Blogger.