Enquanto isso... Do Outro Lado do Atlântico


O que é o tempo?

Difícil essa definição. Seria uma maneira de você estipular o momento entre uma tarefa e outra, um dia e outro, um ano e outro? Quem sabe? É algo que existe? Ou é apenas uma ficção inventada pelo ser humano para posiciona-lo no espaço?

Na verdade, se pararmos para pensar, nosso tempo existe como o conhecemos, dividido em segundos, horas, meses e anos, por que estamos no planeta Terra, sendo o homem fruto desse tempo. Nosso ano tem 365 dias, dividido em dias e noites, pois estamos em nosso planeta, que obedece a leis físicas que regem seu movimento. Dormimos à noite e circulamos durante o dia por que nossa evolução nos adaptou para isso, ou seja, nos somos fruto do tempo da Terra. Eu digo isso porque se nossa evolução tivesse sido em outro planeta nossa quantificação do tempo seria outra.
Se existir vida em outro planeta, com certeza seu tempo será outro, pois os dias e as noites, com certeza, não terão a mesma duração.Mas isso é só um aspecto do tempo. Quando falamos de pré-história e milhões de anos no passado apenas medimos o tempo tendo por referência nossos próprios dias, mas será que existe mesmo essa realidade do tempo passado? Provavelmente não. Nem o futuro existe, pois quando chegamos ao futuro ele já é presente. E se é assim, esqueça as viagens no tempo.
Mas o tempo existe e, apesar de não o tocarmos nem vermos, nós o sentimos e medimos.
Mas por que será que apesar de ser uma constante universal, cada um o sente de maneira diferente. Um exemplo: quando somos crianças achamos que o tempo não passa e que os dias não chegam. Quando somos jovens nem percebemos que ele passa, sempre ansiosos por novidades. Quando somos velhos vemos que ele passa mais rápido do que gostaríamos. Existe resposta para isso? Uma vez eu estava conversando com uma pessoa a respeito disso e ela me apresentou uma teoria interessante, apesar de meio absurda: o tempo passa de maneiras diferentes para cada um, pois, para cada um o tempo é diferente. Lógico e confuso ao mesmo tempo. Mas há uma explicação. O tempo de um dia na vida de cada indivíduo seria a razão entre esse dia e o total de dias vividos. Assim, para um criança de cinco anos o tempo passa mais devagar porque o tempo de um dia para ela seria a razão entre esse dia e o total de dias de seus cinco anos. Agora, para um homem de sessenta anos o tempo de um dia seria a razão entre um dia e o total de dias de seus sessenta anos, ou seja, um número muitíssimo menor. Dessa forma ele concluiu que o tempo passa mais rápido para as pessoas mais velhas, pois, cada dia vivido significa menos tempo em relação a toda a sua vida.
Tem lógica, mas para mim o tempo de cada um, na verdade, é inversamente proporcional aos momentos em que estamos nos divertindo, isso sim. Quanto mais diversão mais rápido passa o tempo.
O mais interessante de tudo isso é que independentemente de onde estivermos no universo, do que estivemos fazendo, ou quantos anos tivermos, na realidade, o tempo nada mais é do que uma contagem regressiva para o final de todas as coisas, posto que nada será eterno além do próprio tempo.   

Silvio Kanda
(esta crónica é escrita em português do Brasil)  

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