Enquanto isso... Do Outro Lado do Atlântico




A Parábola

Nossa vida é regida pela matemática. 
Para ser mais específico, nossa vida é regida por uma função matemática: a parábola.
Não falo de nossa vida quotidiana, ou de nossa vida social, refiro-me a nossa vida no sentido abstrato. Falo do nosso corpo, da força vital, da energia que nos mantém vivos e que matematicamente segue essa curva, do nascimento até nossa morte.
Nascemos no ponto “zero, zero” das coordenadas "X" e "Y", onde "X" é nossa idade e "Y" nossa capacidade física e mental.Quando nascemos somos quase um “zero”. Dependemos de nossos pais, ou de alguém que nos ampare, em tudo.
Lentamente, à medida que avançamos pelo eixo "X" de nossa idade vamos também avançando pelo Eixo"Y" de nossa capacidade física e mental, que nos liberta e nos torna independentes, até atingirmos nossa auto-suficiência. Alguns mais rapidamente, outros de maneira mais lenta, mas todos evoluindo da mesma forma, seguindo essa curva. Não há outra saída.

Mas qual a importância disso? Na teoria, nenhuma. Isso é apenas um raciocínio lógico e até mesmo simplista. Ninguém precisa ir muito longe para perceber isso.
Mas do ponto de vista prático isso passa a ser muito importante. Não para os jovens, que estão na curva ascendente, mas para as pessoas maduras que estão chegando ao ápice da curva.
Ninguém é eterno ou imortal, portanto, se percebermos essa verdade universal, podemos nos preparar melhor para ela. E disso ninguém escapa.
Mas qual o problema disso? O problema é que vivemos de uma maneira tão agitada e cheia de ocupações e preocupações com as coisas externas, seja trabalho, vida social, família que nem percebemos que o tempo passa. Não paramos para olharmos  para nós mesmos e ai, a surpresa: estamos envelhecendo. Estamos entrando na curva descendente e não tomamos conhecimento disso. E o pior, não nos prepararmos para isso. Nossas capacidades física e mental decaem, vêm os óculos, as dores no corpo, os cabelos mais brancos e só daí vamos perceber que a curva começou a descer.
Mas e agora? O quê fazer?

A primeira coisa é não entrar em pânico. Entender que a vida, nesse ponto, é exata e regida pela matemática, para ser mais específico, por uma parábola que tem origem no ponto “zero, zero” e vai ter seu final em algum ponto onde seremos apenas “X e zero”.
Assim, já que tudo tem seu começo e seu fim, vamos utilizar bem esse intervalo de tempo e aproveitar a vida, entendendo e aceitando nossas limitações e explorando ao máximo nossa capacidade.
Vivamos e sejamos felizes, pois a matemática é uma ciência exata. 

Silvio Kanda
(esta crónica é escrita em português do Brasil)  

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