Exposição "Triscaidecafobia"



Quando o fotojornalista José Carlos Carvalho me disse que estava a fazer um trabalho sobre o número 13 e que esse trabalho daria lugar a uma exposição de fotografia a ser inaugurada no dia 13.12.2013, sustive a respiração por segundos, o tempo parou e pensei: "O José Carlos vai inaugurar uma exposição de fotografia sobre o número 13 no dia do meu aniversário? Numa sexta feira 13? Onde? Que pena não poderei ir... é o dia da minha festa...que azar!" Voltei e respirar e disse "Onde vai ser a inauguração? Não quero acreditar que vou perder este grande momento! Mas nesse dia é a festa do meu aniversário, no Maria Laranja". Coloquei beicinho. E o meu amigo, com aquele seu ar descontraído disse "ainda não tenho local para a exposição...". Voltei a suster a respiração e ele rematou com um verdadeiro golpe de mestre "e que tal se a exposição inaugurar no Maria Laranja, no dia dos teus anos?" Fiquei paralisada, sem reação, a rebobinar o que acabara de ouvir. "Estás a falar a sério?" perguntei, como se o José Carlos se pusesse a brincar com assuntos desta natureza! "Claro que sim! Está combinado". E assim começou a história de "Triscaidecafobia". 

13 fotos ocupam as paredes do Restaurante Maria Laranja, 13 imagens que através do olhar de José Carlos Carvalho retratam a vida em Portugal ao longo do ano de 2013. 13 retratos acompanhados pelas sábias palavras do jornalista João Pedro Oliveira. E vocês têm até dia 13 de Janeiro para passarem por lá e descobrirem o 13 em cada fotografia. Isto, se não sofrerem de triscaidecafobia - "...medo irracional e incomum ao número 13".

Eu sinto-me uma pessoa com sorte, por ter tido a honra de receber na minha festa de aniversário a inauguração desta exposição absolutamente brilhante!




"Há uma última oportunidade inscrita no 13 e o circo é a metáfora fácil para o ano que fecha. Antes do desarmar da tenda, sobra ainda o espanto frente a um cartaz de bizarria, palhaçada, malabarismo e feras domesticadas em números de ilusionismo. Este espetáculo vai terminar.Quais homem-bala, sairemos depois disparados uma outra vez. Resta respirar fundo, agarrar bem o essencial e esperar que alguma rede amorteça a queda."

E até foi notícia no jornal "i"!

  

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