Por Espanha... Salamanca



E este é o último post sobre a minha viagem a Espanha! E o melhor ficou reservado para o fim – a cidade dourada, Salamanca. Local onde voltarei, certamente, porque estas coisas sentem-se e a grande cidade universitária ficou gravada na minha pele, no meu coração e no meu espírito.

Razão tinha o nosso guia, que desde o início da viagem nos avisava que Salamanca era uma cidade lindíssima. A sua propaganda à cidade continuou ao longo da viagem e as expectativas estavam muito altas. Mas esta é daquelas ocasiões que podemos dizer que não foi publicidade enganosa! Salamanca é maravilhosa, com o seu conjunto espanhol de arquitetura renascentista e plateresca (estilo arquitetónico do Renascimento Espanhol); com o calcário dourado dos seus edifícios, que os tornam ainda mais preciosos; com as suas duas catedrais e com a Universidade mais antiga da Península Ibérica, Salamanca abre os seus braços e envolve-nos num abraço difícil de desfazer.

O nosso primeiro contacto com a cidade foi à noite. Saímos do hotel e entrámos na Praça Maior, a mais bonita de toda a Espanha, diz quem sabe. Mas acredito que assim seja. De olhos bem abertos devorámos a beleza do Pavilhão Real, fomos seduzidos pela bonita mistura de arcadas e cafés e misturamo-nos com as centenas de pessoas felizes que se juntavam para mais uma noite de conversa animada. Fomos caminhando, sem destino, porque o nosso destino era a descoberta de uma beleza anunciada.

Contagiados pelo espírito da cidade voltámos ao hotel, cansados mas ansiosos que chegasse a manhã para ver Salamanca sob a bênção do sol.

Depois de um pequeno-almoço, maravilhoso (de facto o melhor estava reservado para o fim), seguimos a guia local e deixámo-nos conquistar pela história e estórias da cidade. Sempre colada às suas palavras e de máquina fotográfica em plena ação, acho que captei o possível. Muita informação, muitos monumentos, muita beleza espalhada por todo o lado. E o tempo não esticou, o relógio não parou e a cidade não teve tempo de revelar toda a sua magnificência. Ainda assim, a Catedral Velha e a Catedral Nova, a Universidade e a Casa das Conchas mostraram-se orgulhosas perante o nosso deslumbramento.

Tivemos uma hora livre e tentámos fazer magia: Ver o máximo que podíamos no pouco tempo que nos sobrava. Talvez tenha sido uma das horas mais ricas de toda a viagem. Depois do almoço, o regresso a Portugal já se adivinhava. É bom voltar a casa, mas é nestes momentos que a palavra saudade parece fazer sentido. Ainda não tinha deixado Salamanca e já sentia saudades desta cidade que agora faz parte do meu mundo.


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