O reatar de uma tradição



A propósito dos Santos Populares…


Quando era miúda lembro-me de viver intensamente estes festejos: Saltava á fogueira, ia ao bailarico, sentia o cheiro do manjerico lá em casa, via as marchas, etc., etc... Depois cresci e parece que o encanto se quebrou… ou passei a ter outros interesses.


Mas este ano APETECEU-ME resgatar a tradição guardada no baú de infância. E assim como estava em modo férias, desafiei a minha amiga Dora para irmos até Lisboa no dia 12 de junho. Mas não fomos à noite. Não! Quisemos sentir e viver os preparativos de uma das noites mais animadas da Grande Alface.

E então traçámos um roteiro: pelo Castelo, pela Graça, pela Sé, pela Baixa...  Almoçámos uma bela sardinhada no “Vossemecê”; vimos a chegada das Noivas de Santo António, à Sé (este momento foi acidental, não estava programado); espreitámos os elevadores que se vestiram a rigor, visitámos a 12ª Exposição sobre Santo António na “Arte da Terra”, que reúne mais de 800 peças de vários autores portugueses; descobrimos lojas como a “Ponto LX”, “A Outra Face da Lua”; e o momento alto do dia -  a passagem pela exposição “A Sardinha é de Todos”, na Fundação Millennium BCP, que terá um destaque especial, aqui no blogue, nos próximos dias e que recomendo vivamente! Trata-se da mostra das sardinhas que  participaram na  3.ª edição do “Concurso Sardinhas Festas de Lisboa' 13”, bem como uma retrospetiva que comemora o 10º aniversário da Sardinha.

Claro, que no final do dia, com as energias em baixo, apenas observámos o entusiasmo daqueles que em grande euforia se dirigiam para os arraiais.

Esgotada, sem fôlego para saltar uma fogueira (se é que ainda se fazem), regressei a casa com o espírito dos Santos Populares bem presente no meu coração! E assim se reata uma tradição. 












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