Mariano Silva Photography


Conheci o Mariano num jantar em Lisboa. Não fazia a ideia da sua paixão pela fotografia. Quase no final da noite, uma amiga disse-me que o Mariano era fotógrafo amador e que eu tinha de ver o seu trabalho! Ela tinha a certeza de que eu iria gostar!

Na semana seguinte entrei no facebook e procurei a página do Mariano. A minha amiga estava mais que certa! Fiquei completamente rendida às perspectivas captadas por ele. E sem hesitar enviei-lhe um mail a perguntar se poderia escrever um post, no meu blogue, sobre o seu trabalho. Ao que ele respondeu:  "Fico-lhe muito grato por manifestar interesse pelo meu trabalho e mostrar disponibilidade para lhe prestar mais relevo no meio de milhares fotógrafos que por aí há." 
Nada disso!!! Eu é que fiquei muito grata por ele ter aceite o meu desafio. Talentos assim têm de ser revelados ao mundo!

E hoje, aqui estou eu a apresentar-vos o fascinante trabalho de Mariano Silva.

Foi em 2003, quando comprou a sua primeira máquina digital compacta, que sentiu o impulso de experimentar algo mais da fotografia. Estava dado o primeiro passo. A máquina, na altura, foi comprada por motivos profissionais (Mariano é engenheiro civil) e começou a sentir-se "de mãos atadas quando via trabalhos de artistas, tentando perceber como conseguiriam eles aquelas fotografias fantásticas." Quatro anos depois avançou para a compra de uma Reflex digital. Como devem calcular, desde então não tem parado.

Começou por descobrir a magia da fotografia através do um árduo trabalho de investigação   - "vi muita fotografia, ainda hoje vejo, sempre à procura de algo que me inspire para tirar as minhas fotos." Comprou um número infinito de revistas, seguiu alguns sites de referência, acompanhou passo a passo tutoriais no youtube, fez "uma leitura muito atenta do manual da máquina" e acima de tudo apostou na experimentação sem medo da tentativa/erro - "muito erro mesmo, diga-se em abono da verdade".

A máquina fotográfica não acompanha Mariano tanto quanto ele deseja, mas sempre que vai a algum sítio e "vislumbra a possibilidade de tirar uma boa fotografia" leva-a consigo. Mariano capta, essencialmente, paisagens. Embora, também goste de "fotografar o nascer e pôr do sol na paisagem alentejana". Para ele "não há melhor hora de luz do que essa para fotografar". Confessa que o Cabo Espichel foi durante muito tempo o seu alvo predileto. E quando lhe pergunto, se tivesse de fotografar uma cidade qual escolheria, ele elege Lisboa, apesar de ser um tipo de fotografia que habitualmente não faz - "à exceção da ponte Vasco da Gama, a minha vertente mais solitária puxa-me para o campo e locais fora da cidade."

Mariano ainda refere que tem "uma bateria fotográfica imaginária, quando a bateria começa a perder energia" sente "a necessidade de a carregar outra vez". Confessa que não tem método nem rotina para fotografar. Fotografa quando sente "aquela vontade que não dá para controlar."

Como é óbvio, quis saber a sua opinião sobre fotografias a cores e fotografias a  preto e branco e a sua resposta revelou-se quase poética. Segundo ele "há fotografias que têm que ser necessariamente a cores, outras porém a preto e branco." Ele defende que "há fotografias em que a cor transmite toda a energia e vivacidade que se viveu no momento do disparo. O preto e branco transmite sensações distintas." Na sua opinião "a fotografia a cores transmite a beleza natural enquanto a fotografia a preto e branco foca mais a beleza emocional. Cada fotografia transmite sensações diferentes, a cores ou preto e branco, porém nem sempre são bem sucedidas nessa função, quando estas não estão bem enquadradas no seu espaço de cor." E remata dizendo "uma fotografia tem sempre duas componentes, a emocional e a natural, uma delas sobrepõe-se invariavelmente sobre a outra, daí a escolha."

Já participou em duas exposições sobre o Cabo Espichel "uma por ocasião da comemoração dos 600 anos daquele local enigmático e outra no ano passado durante o «1º Finisterra - Arrábida Film & Art Cinema» - um festival internacional de turismo e cinema realizado em três concelhos da margem sul: Sesimbra, Setúbal e Palmela."

Ao longo desta sua aventura, pela fotografia, destaca um momento que o marcou de forma muito positiva. O IPO de Lisboa escolheu uma das suas fotografias para mural da sala de radiologia - "Julgo ter sido esse o maior reconhecimento que alguma vez tive do meu trabalho e que tive o maior prazer em contribuir. Dificilmente haverá algum prémio, que no meu íntimo, relegue para segundo plano a oportunidade que me foi dada pelo IPO de Lisboa."

Perguntei-lhe se havia algum fotógrafo que tivesse como referência, mas Mariano diz que "hoje em dia há tanto fotógrafo bom que é difícil enumerar". Ele "segue o trabalho de muitos fotógrafos" não se "importando se são reconhecidos no meio ou não." A bem da verdade, ele só segue o trabalho daqueles que gosta e não têm de ser, obrigatoriamente, fotógrafos premiados. Resumindo, a fotografia que faz é, essencialmente, para o seu gosto e satisfação pessoal, por isso segue "apenas aqueles que exprimem a sua paixão da mesma forma".

Como tantos outro fotógrafos, acha mais atrativo fotografar do que ser fotografado - "é muito mais interessante estar do lado de cá da objetiva". E em laia de conclusão perguntei-lhe se uma imagem valia mais que 1000 palavras? Adivinhem o que ele respondeu... "Todas as palavras são poucas para transmitir emoções!" No horizonte futuro, Mariano, vislumbra sonhos -"viajar muito e fotografar mais ainda" e eu, olhando para a minha bola de cristal vislumbro uma exposição no Restaurante Maria Laranja! Será?

Mesmo a fechar, uma informação de última hora. O Mariano é um dos participantes do 1º Concurso de Fotografia "Eu sou fã do nosso Alentejo", que está a decorrer no facebook. Votem na sua fotografia!! 





 









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