Botero e o Riso

  Obra de Joana Vasconcelos

No domingo decidi que o dia seria passado fora de casa!

Sabe bem, com este tempo, estar sentada no sofá a beber um chá bem quente, com uma manta sobre as pernas, sintonizada na caixinha mágica onde vão desfilando as minhas séries favoritas, gravadas ao longo da semana.

Mas o domingo passado puxava para uma aventura cultural! Adoro fazer estes programas - sair cedo de casa, visitar exposições e regressar ao final da tarde muito mais rica!

Fico contente porque apesar de tudo a oferta cultural ainda é bastante diversificada e portanto, difícil a escolha.

Primeira paragem - Palácio da Ajuda - onde o grande Mestre Fernando Botero, com 80 primaveras expõe "Viacrucis A Paixão de Cristo". Oportunidade única, já que esta é a primeira vez que o Mestre expõe as suas obras em tela e papel, no nosso país. Obras de grandes dimensões, mas não tão GRANDES quanto o artista, cativam-nos na primeira sala da exposição. Cores fortes, imagens fortes, já que forte, também é o tema. As suas figuras exageradamente grandes e desproporcionais fazem-nos sentir pequenos mas engrandecem a nossa alma. Na segunda sala, obras mais pequenas, quase parecem estudos. Interessantes mas o nosso olhar puxa-nos incessantemente para a primeira sala, onde as cenas da paixão de Cristo ganham muito mais força. À saída, uma visita à loja, com o merchandising da exposição, apesar de ter uma ou outra peça interessante... foi só mesmo uma visita... Nos tempos que correm compramos o bilhete para a exposição, e as lembranças resumem-se à nossa memória.

Segunda paragem - Belém - que fervilhava de turistas, como sempre! E ainda bem! Era hora de almoço, por isso fez-se uma pausa para um breve repasto.

Terceira paragem - Museu da Eletricidade. Visita a uma exposição "a serio"... mas com muito "Riso" pelo meio. Afinal o melhor remédio por estes dias é rir! Por enquanto ainda é gratuito e no Museu da Eletricidade, também. Na realidade, rir é algo que já pratico diariamente. Mas na exposição "Riso Uma Exposição a Sério" reforcei o treino! Ginastiquei os músculos faciais, relembrei momentos humorísticos da infância e juventude, fui surpreendida por um ou outro elemento expositivo e diverti-me!  São muitos os artistas, que nesta exposição  nos arrancam um sorriso do rosto: Charlie Chaplin, Herman José, José Malhoa, Joana Vasconcelos, Mr. Bean, Gato Fedorento... Enfim, no Museu da Eletricidade dá para rir um pouco de tudo, até de nós próprios!









                              Obra de João Pedro Vale

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