Enquanto isso... do outro lado do Atlântico



Explicando o inexplicável.

O ser humano é um animal inquieto. Sempre procurou explicações para o inexplicável. Se bem que, se pararmos para pensar, tudo no universo tem sua explicação. Mas, com sua natural inquietude, alguns poderão dizer que isso é uma bobagem, pois há coisas que realmente não podem ser explicadas. Mas daí, quem vai dizer que isso é uma bobagem sou eu. 

Você conhece algo realmente inexplicável? Uhm... Interessante. Mas agora pense: e se eu lhe disser que coisas inexplicáveis em outros tempos hoje fazem parte de nosso quotidiano. Você não concordaria comigo? Pense na coisa mais corriqueira que temos hoje em nosso dias-a-dia, dentro de nossas casas, nas ruas, nos carros, nos aviões, e que faz o mundo girar. Sabe do que estou falando? Sim... A boa e velha eletricidade. Sempre existiu, mas ninguém a via, e ainda não vê, mas sempre a sentiu. 

Agora imagine voltar ao passado, nem precisa ser muito, levando consigo uma simples bateria de carro e alguns aparelhos que ela pudesse fazer funcionar. Dependendo da época você poderia ser considerado um deus, ou poderia ser queimado numa fogueira inquisitiva. E tudo isso pelo simples fato de não existir explicação para o inexplicável. 

Mas essa consideração nos leva para outra questão: Já que o homem não sabia explicar o fenômeno, mais uma vez, tentando explicar o inexplicável, ele  o atribuía a seres também inexplicáveis: deuses e demônios. E assim caminha a humanidade até hoje, justificando sua ignorância por meio de sua própria ignorância. Mas isso não é ruim, pois é graças à curiosidade, inteligência e iniciativa de alguns ignorantes especiais que as coisas são descobertas e deixam de ser inexplicáveis, para se tornarem cada dia mais quotidianas. 

É... A humanidade também caminha assim. Agora, juntando tudo isso, eu chego a uma conclusão interessante: Antes de aplaudir os grandes pensadores por suas descobertas nós deveríamos aplaudi-los por sua ignorância, mola propulsora de todo o conhecimento.          

Silvio Kanda
(esta crónica é escrita em português do Brasil)     

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