Buckingham Palace, quase por um fio...


A minha angústia em relação ao Buckingham Palace começou logo em Portugal. Alguém aconselhou-me a comprar os bilhetes via internet, porque era mais seguro, senão corria o risco de não visitar a residência da Rainha Isabel II e dos seu Corgis (pronto, aqui fica publicamente registado que adoro os cães da Rainha). A minha visita esteva quase por um fio!

Ora, aqui a menina foi para o Algarve e pensa "compro os bilhetes quando regressar... ou então enquanto estiver em Manchester". E pensou mal. 
Quando regressei do Algarve, com toda a azáfama logística: fazer, novamente, as malas, pagar uma série de contas e deixar a casa minimamente arrumada, nunca mais me lembrei dos bilhetes. Chego a Manchester e instala-se o drama. Entro nos sites que vendem bilhetes para o Buckingham Palace e aparece a vermelho uma mensagem que por outras palavras dizia: Esgotado! 

Nessa noite quase não dormi com a infelicidade que se tinha instalado no meu coração (ok, estou a exagerar).  Mas na verdade, ir a Londres e não visitar o Buckingham Palace é o mesmo que ir a Roma e não visitar o Coliseu (pelo menos para mim).

Mas aqui a menina é uma teimosa e chegada a Londres lá fui até à residência oficial de sua majestade, acreditando num milagre. 

Ora por esta altura vocês pensam: "Bom, se ela está a escrever a crónica é porque esteve lá." E pensam muito bem. Um simpático funcionário do palácio, informou-me que na realidade os bilhetes na internet estavam esgotados, mas se eu madrugasse e estivesse na bilheteira do palácio às 09h00 da matina, conseguiria arranjar bilhetes! Só faltou dar um beijo no rapaz!

Dois dias depois o despertador tocou às 06h30, e às 9h00 já estava na bilheteira... Eu e mais 50 pessoas. Mas CONSEGUI! É que na verdade o Palácio abre as portas aos visitantes durante  os meses de julho, agosto, setembro e  outubro, não admira que caia lá o carmo e a trindade! É uma oportunidade única para aquelas pessoas, que como eu, adoram estes locais ricos em história e em príncipes e princesas.

E agora vocês perguntam se valeu a pena todo este esforço? Claro que sim! Até tive direito a uma mensagem de boas vindas do Príncipe Carlos... bem eu e toda a gente que visita o Palácio. A mensagem está gravada nos audio guias... Já agora podiam pensar em ter em língua portuguesa... uma sugestão.

A visita é só possível aos State Rooms (Salas de Estado). No fundo são os espaços públicos do palácio, onde os monarcas recebem e entretêm os seus convidados em cerimónias oficiais. Portanto pisei solo VIP. Percorri muitas salas todas elas ricamente decoradas, onde ainda hoje se sente o gosto refinado de George IV. 

E como estamos no ano do Jubileu da Rainha Isabel II, ainda foi possível visitar a exposição "Dimonds: A Jubilee Celebration", que foi assim uma coisa do outro mundo! 10.000 diamantes, numa pequena sala... O paraíso para muitas mulheres! Trata-se de uma mostra de joias usadas pelos monarcas ao longo de 200 anos, onde brilham as joias pessoais de Isabel II. Alguém disse que dimonds are girl's best friends... mas só para algumas! 

Ao longo da visita, a voz do meu audio guia manteve-me atenta aos detalhes mais específicos de cada sala e assim tudo teve mais significado e interesse. Infelizmente não permitem fotografar o interior do palácio (é compreensível), por isso o registo fotográfico que vos deixo é só do exterior, que por sinal também é lindíssimo. 

Quanto terminei a visita, passei pela loja de souvenirs, que exibia nas prateleiras peças lindíssimas, às quais resisti valentemente! O bilhete de entrada já tinha sido um bom investimento.
 

Depois, antes de sair do recinto descansei as pernas num dos bancos de jardim e senti-me, pela primeira vez na vida, uma verdadeira princesa!




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