Monserrate, um Palácio que ganhou vida



Já há algum tempo que as portas do Palácio de Monserrate se abriram para uns convidados muito especiais: nós! Mas só agora consegui passar por lá.
Fim de semana passado, rumei a Sintra para conhecer tanto o palácio quanto o Parque. No entanto a visita, com o tempo contado, não chegou para tudo e lá terei de voltar para me perder nos jardins prolíferos em percursos ladeados por maravilhosas espécies botânicas, ruínas, cascatas e lagos. E rebolar naquela imensidão de relvado, o primeiro a ser plantado em Portugal? Bom é melhor não! Porque se calhar chego ao fim e ainda bato com a cabeça numa Araucária-de-Norfolk. O Parque ficou agendado para uma outra visita. Já no Palácio que pertenceu a Gerard de Visme, William Beckford e Francis Cook e que teve como convidado ilustre Lord Byron, percebi que estava num local encantador. 


Depois de tantos anos entregue ao esquecimento e às infiltrações que corroeram o seu âmago, um processo de recuperação no interior do edifício fez com o que o coração do Palácio voltasse a bater. Sinto-me orgulhosa quando se dão estes milagres! Quando o património se recupera e é merecedor de reconhecimento através do prémio de Requalificação Projeto Público, atribuído pelo Turismo de Portugal.

Não devem deixar de visitar este local maravilhoso, de uma harmonia relaxante e que me trouxe recordações de uma Veneza visitada no ano passado. São vários os locais que podem ser percorridos no Palácio: a capela; o átrio principal; os corredores que nos envolvem num ambiente romântico; a biblioteca, a sala de jantar; a cozinha, o átrio da entrada, a sala de estar Indiana (que nos revela que o trabalho de recuperação ainda não está terminado); a sala de bilhar, a sala da música (que dada a sua acústica fantástica recebe concertos)… Tudo isto no piso térreo. Depois da escadaria de mármore seguem-se os quartos que se transformaram em local expositivo (num outro post falarei da exposição que visitei).

Esta é uma visita para ser apreciada ao pormenor, porque pormenores não faltam no Palácio: porta de alto relevo, painéis esculpidos em alabastro, estuque com motivos florais dourados, arcos góticos, uma belíssima fonte de alabastro e tantos outras particularidades que descobrirão quando decidirem passar por este marco do período romântico, em Portugal. 







Deixo-vos aqui algumas dicas práticas para a visita: não olhem para o relógio! Para conseguirem ver tudo, devem ir com disponibilidade; levem sapatos confortáveis, pois serão muito uteis para passearem no jardim; levem máquina fotográfica e fotografem muito; podem seguir os percursos sugeridos pelo mapa que vos é entregue no início da visita; para residentes no Concelho de Sintra a entrada, ao domingo de manhã, é gratuita, para os restantes (como eu), a opção de adquirir um cartão que depois dá acesso ao Castelo dos Mouros, Convento dos Capuchos e Palácio da Pena é uma boa opção, mas na bilheteira explicam como funciona. Para quem não tem carro ou prefere não o levar pelas estradas curvilíneas e estreitas, existe um autocarro que tem uma paragem mesmo junto à entrada, trata-se do nº 435 que sai da estação dos comboios de Sintra.

Tudo se conjuga para que esta seja uma visita inesquecível. 
    

Opinião publicada em Trivago

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