Um Palácio em Cascais com histórias para contar


Tal como vos tinha dito, fui visitar o Palácio da Cidadela (em Cascais), que após 50 anos perdido no esquecimento voltou a abrir as suas portas para nos mostrar a sua história e a sua beleza. E eu fã de palácios e palacetes, mosteiros, conventos, igrejas e castelos.. enfim tudo o que seja monumento tem um íman que me atrai, não podia deixar de visitar este Palácio, que ainda por cima está na minha querida terra.

E aproveitando o Programa de Roteiros de Património no Palácio (promovido pela Câmara Municipal de Cascais), que decorrerá até dia 25 de fevereiro, lá me inscrevi numa visita guiada que prometia uma Passagem pela(s) história(s) de Cascais e do Palácio da Cidadela. Mas a coisa não correu muito bem. Não me perguntem como aconteceu, porque nem eu sei, mas de repente estava numa outra visita, que decorria à mesma hora, mas com uma outra temática. E assim, de repente, vi-me envolvida em histórias de espiões e grandes problemáticas de sucessão ao trono de Portugal, com Filipe II a dar cartas! 

Não reclamo porque até gostei! Lá está, nada acontece por acaso. 


Assisti a uma palestra muito interessante sobre as questões da sucessão. Altura em que o nosso D. Sebastião, apaixonado pela cavalaria, caça e guerra decidiu que estava na hora de fazer renascer o império do Norte de África e eis que se lança numa cruzada contra os Mouros onde ele e grande parte da aristocracia portuguesa acabam por morrer. Lá ficámos nós em crise, sem rei nem roque e com as finanças a dar as últimas. Ora Espanha, mesmo aqui ao lado e com a hipótese de reclamar a coroa para si, num inteligente jogo de espiões, em que informações preciosas sobre o que se passava no nosso reino chegavam a Filipe II, dando-lhe, assim a hipótese de avançar para Portugal, imaginem... invade-nos via Cascais! E acabam por conquistar a Fortaleza de Nª Senhora da Luz.

É interessante conhecer histórias que povoaram o espaço da Cidadela, como o conhecemos hoje. Inicialmente era apenas a Torre de Cascais, depois a Fortaleza da Nª Senhora da Luz, mais tarde ergueu-se o Palácio, espaço de veraneio dos Reis Portugueses que posteriormente se tornou residência de vários Presidentes da República.

E depois destas histórias de conquistas e sucessões, lá vou eu descobrir o Palácio. Entre o quarto onde o Rei D. Luis morreu; a sala moçárabe; o maravilhoso terraço onde em dias de festa se realizavam bailes que duravam até ao amanhecer; os aposentos de D. Amélia e, em especial, os quartos azul e rosa, conhecidos pelo "Museu", onde o Rei D. Carlos expunha todos os seus trabalhos de Oceanografia, passei cerca de uma hora... ou mais, sem dar por isso.

A visita é muito mais que um simples explicar do espaço, é um contar de histórias que nos aproximam de personalidades que marcaram a vida de Portugal.

Gostava muito de vos mostrar algumas fotos, para aguçar a vossa curiosidade,  mas não é permitida a recolha de imagens no interior do Palácio.

Aproveitem esta oportunidade. A entrada é gratuita! 
Para saberem mais consultem: http://www.museu.presidencia.pt/


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