“Frida Kahlo – As Suas Fotografias”



Frida Kahlo uma grande mulher, uma artista extraordinária, uma história de vida marcante. Sou fã! Sou fã e não me canso de o dizer. 

Quando em 2006 visitei no Centro Cultural de Belém a Exposição “Frida Kahlo, Vida e Obra” percebi que seria o início de uma paixão quer pelo seu trabalho, quer pela pessoa incrível que ela foi. E por isso, mal soube que a Casa da América Latina (Lisboa) iria trazer a Lisboa a Exposição "Frida Kahlo - As Suas Fotografias", fiquei entusiasmadíssima.

No fim de semana lá fui rumo à capital para ver as 250 fotografias do arquivo privado de Frida, no Museu da Cidade. Estas fotos, que faziam parte do acervo de Diego Rivera (marido de Frida), estiveram guardadas durante 50 anos e só agora voltaram à luz do dia para nos contarem muitas histórias. Lisboa teve o condão de ser a primeira cidade a receber esta mostra itinerante, sob a curadoria do fotógrafo e historiador de fotografia Pablo Ortiz Monasterio. E eu senti-me muito privilegiada por “privar” com estes registos fotográficos que nos revelam a mulher enigmática e de personalidade vincada que lutou, contra as vicissitudes da vida, até ao fim.

Estas fotos confessam a sua intimidade e as suas grandes paixões: a família, o artista Diego Rivera (com quem casou duas vezes), os seus muitos amores, o seu corpo frágil e fustigado pela imensidão de intervenções cirúrgicas, os amigos e inimigos, a política, a arte, os índios e o México. Por incrível que possa parecer, a foto de que mais gostei, onde Frida parecia estar com um ar sereno, foi tirada numa altura em que o seu corpo sentia as dores mais terríveis.

Para mim visitar o universo Frida Kahlo foi uma experiência intensa e a minha admiração por uma das artistas mais importantes da América Latina, saiu certamente reforçada. Se ainda não foram, não percam esta oportunidade única. A exposição estará patente até dia 29 de Janeiro no Museu da Cidade, no Campo Grande, 245, em Lisboa, de Terça-Feira a Domingo das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.





 “… pensava que era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade”, Frida Kahlo

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