De volta =)



Bom é certo que o avião aterrou e já estou em terra firme, mas a minha cabeça ainda está em modo Itália! Ainda está a digerir toda a beleza e emoções vividas. Por isso creio que a melhor forma de “acordar” para a realidade, porque amanhã já estou de volta à rotina, é partilhar com vocês alguns locais que para mim foram os mais marcantes, que me tocaram em especial, nestes dias vividos em solo rico de história e cultura.

Só para que fique registado, há muito que Itália estava na minha lista de países a visitar e este ano eis que a oportunidade surgiu e lancei-me à descoberta de Veneza - “um desafio da natureza”, Florença - a “flor de Itália” e por fim Roma e os seus “mistérios”.

Aprendi que em Itália é essencial termos sempre connosco um lenço para cobrir os ombros (dress code em qualquer capela, igreja, catedral ou basílica) e o pescoço muito bem treinado, porque a maior parte de tempo é passada a olhar os tectos das igrejas, palácios, museus…

Bom, mas tenho de vos dizer que Veneza foi a minha favorita, contra todas as expectativas… porque acreditem, iam baixas. Tanto me alertaram que Veneza poderia ser uma desilusão que não pensei que me apaixonasse assim, pela cidade dos canais serpenteantes.


De tudo o que visitei, em Veneza, e muita coisa ainda ficou por ver, a Piazza de San Marco foi a que arrebatou o meu coração e onde vivi momentos de sonho. Local que testemunhou tantas reuniões políticas, outros tantos cortejos e procissões, já para não falar nas celebrações Carnavalescas, que decorriam durante 6 meses (os Venezianos eram danados para a folia), abraçou-me de forma intensa. O confuso corrupio de turistas, as esplanadas e seus elegantes cafés, as lojas de luxo entre as sombrias arcadas da praça e a música... a música que todas as noites ecoava sob um céu estrelado… a música das orquestras ao ar livre completou o cenário encabeçado pela deslumbrante Basilica de San Marco, pelo elegante Palazzo Ducale e pela enigmática Torre dell’Orologio.

Piazza de San Marco

Em Florença, berço do Renascimento, apesar de tantos locais mediáticos, com o Duomo (Santa Maria del Fiore), símbolo da cidade; os Uffizi – maior museu de arte de Itália; a Piazza della Signoria e o seu Palazzo Vecchio – coração da vida política e social da cidade… foi uma pequena ponte que me deixou completamente desarmada… a Ponte Vecchio. Passar a ponte foi como passar para um outro século, senti que viajara no tempo. As pequenas lojas de ourivesaria que se aglomeram na ponte “transformam-se” em lojas de outrora ocupadas por ferreiros, talhantes, e curtidores. Sei que estou exagerar mas o ambiente é propício à nossa imaginação de tal forma que por momentos pareceu-me ver os Medici no Corridoio Vasariano, caminhando sobre o lado oriental da ponte para não se misturarem com a plebe.

 Ponte Vecchio


Palazzo Pitti

E em Roma, na fase final da viagem, sentindo já alguma nostalgia, foi no último dia que me emocionei com uma atracção que apesar de não ter nem obras de arte, nem a fama de um Coliseu ou de uma Capela Sistina conseguiu dar aquele nó na garganta. Foi acima de tudo uma experiência espiritual. Falo-vos da Prisão Marmetina, no Centro Antigo da cidade, onde segundo a lenda cristã, ali estiveram prisioneiros São Pedro e São Paulo. A descida ao local é arrepiante e uma vez lá, os sentimentos misturam-se, as emoções ficam à flor da pele e relembramos através de alguns momentos de multimédia, o início do cristianismo, da pureza, da paixão daqueles que seguiram e tomaram Cristo como sua verdade.

 Coliseu


 Prisão Marmetina


Esta foi mais do que uma viagem… Foi uma experiência!

E assim disse “Arrivederci” a Itália e às férias grandes e “Olá” à última etapa de 2011 que se avizinha hiperactiva aqui pelo Armazém de Ideias, Ilimitada.

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