"Crimes Exemplares" dia 12 de Julho, no Teatro Orlando Ribeiro


O que se esconde por detrás do olhar do assassino confesso?
Entre a loucura e a ironia, as personagens narram na primeira pessoa o imponderável humano, a justificação última do impulso de violência quando a confissão surge como a sublimação do crime, a manifestação do poder ou mesmo a ingenuidade da convicção da falsa inocência.
Nos crimes que aqui se apresentam, a maldade humana anda de mãos dadas com a poesia num registo de surpreendente actualidade em que basta um instante para que a realidade ultrapasse a ficção.

Armazém de Ideias, Ilimitada lança o convite a todos para irem assistir a esta peça, dia 12 de Julho, pelas 21h30, no Teatro Orlando Ribeiro (Antigo Solar da Nora, Estrada de Telheiras, 146, 1600-772 Lisboa).

Bilhete - € 5,00

O levantamento dos bilhetes deverá ser efectuado na bilheteira do Teatro Orlando Ribeiro no dia do espectáculo.

O crime e o espectáculo:
Por detrás da encenação deste espectáculo está essencialmente a preocupação com a intolerância, o mistério da mente humana que, sem nada que o faça supor, cede ao impulso de violência que nos coloca ao nível da irracionalidade. Estes actos não são nunca totalmente despidos de egotismo, de procura de reconhecimento e de espectacularidade, seja qual for a motivação que o provoca. Nas palavras de Max Aub no prefácio da obra “Crimes Exemplares”: «Este é um material em primeira mão, passado directamente da boca ao papel mal arranhando a orelha. São confissões sem importância: claras, confusas ou directas e que não têm outra desculpa para além de exporem o arrebatamento. (…) Estas confissões foram feitas com uma intenção, sem dúvida a de se aproximar de Deus e de se afastar assim do pecado. Os homens são aquilo em que os tornaram, e querer considerá-los responsáveis por aquilo que os leva, de repente, a ficar fora de si é uma pretensão que não partilho. As razões evidentes que os levaram ao crime são fornecidas por eles próprios com uma franqueza total, pois não têm outro desejo para além do de se deixarem, por vezes, arrebatar pelo seu infortúnio. Na minha opinião, é de uma maneira perfeitamente ingénua que dizem a verdade.»

Elenco:
Ana Brilha; Beatriz Caetano Bento; Clara Pereira; Cláudia Ferreira; Daniela Martins; Fábio Leitão; Inês Fragata; Leonor Buescu; Mafalda Santos; Mário Afonso; Marta Martins; Marta Taborda; Rute Moura; Tânia Mourão; Tiago Pina.

Grupo de Teatro Actin

Encenação e adaptação: Ricardo Figueira | Baseado na obra de Max Aub | Luz e som: Nelson de Souza | Produção:  ACTin, Atelier de Desenvolvimento Dança e Teatro
Porque ir ao Teatro é sempre uma experiênia única!

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