De volta e com histórias para contar!

 
Troquei a Lisboa de Santo António pela Braga de São João e eis que passei uns dias absolutamente tranquilos. Em Braga existe um local mágico – o Mosteiro de Tibães. Foi aqui que encontrei guarida para uns merecidos dias de descanso. Sim! Hospedei-me num Mosteiro!! Passo a explicar! 

Em tempos no Mosteiro de Tibães existia o Hospício, espaço monástico onde os hóspedes tomavam as suas refeições na companhia do Abade. E segundo a regra de São Bento “os hóspedes deviam ser recebidos como se fossem o próprio Cristo”. E não é que passados vários séculos foi assim que me receberam na Hospedaria do Convento de Tibães, gerida pela Comunidade das Missionárias Trabalhadoras da Imaculada. 

Claustro do Cemitério - tem no pavimento os túmulos dos monges e nas paredes painéis de azulejos de 1770 com a vida de São Bento.

Quando visitei pela primeira vez este Mosteiro, em 2001, muito se planeava para uma recuperação merecida e digna da Casa Mãe da Congregação Beneditina Portuguesa. Dez anos passados e foi com muita alegria que regressei para dar conta de evolução positiva que o restauro, recuperação e reabilitação trouxeram ao espaço. 
 
Imaginem ficarem hospedados num Mosteiro! É incrível! No antigo Noviciado ergue-se hoje a hospedaria com 9 quartos, minimalistas, modernos e muito confortáveis; o antigo Hospício recebe, hoje o restaurante L’Eau Vive, cujos pratos são confeccionados pelas Irmãs e têm uma qualidade elevada. 

Quem decide por aqui ficar deve estar preparado para entrar numa lógica diferente, contudo apetecível. Estar hospedado em Tibães é uma experiência memorável. Aqui a palavra de ordem é descanso! O stress não tem lugar… fica à porta… e como se cansa de nos esperar… vai-se embora! Aqui tudo acontece a um ritmo diferente, a um ritmo saudável. Tudo à nossa volta contribui para este bem-estar generalizado que nos vai dominando de forma doce. 

 A Hospedaria tem 6 quartos duplos e 3 singles
Sala de Estar 
Restaurante L'Eau Vive

 Vista do meu quarto para o pátio do Abade Geral...  
 
Os pormenores não são esquecidos para que a nossa passagem seja harmoniosa como o sorriso das Irmãs. Mal chegamos e o pessoal da recepção faz-nos sentir em casa, explica tudo e só falta dar-nos um abraço apertado de boas-vindas. E com tanta coisa boa a acontecer nada melhor que ter acesso livre a todo o espaço e a uma visita guiada de cerca de 1h30m (gratuita para hóspedes).

 Início do passeio pela Cerca do Mosteiro (era deste espaço que vinha a fruta, legumes, lenha, caça...)
 A Cerca também era local de meditação, de trabalho intelectual e de lazer

Acordar ao som dos pássaros, terminar a refeição da noite ao som de “Le Chant des «AVE MARIA» de Lourdes” cantado pelas Irmãs, sentir o que nos rodeia sem dar pelo passar do tempo é algo que se valoriza para quem vive na cidade sempre controlada pelo “tic tac” do relógio.

Aconselho-vos a passarem um fim-de-semana em solo Beneditino para “exorcizarem” o stress do dia-a-dia!


1 comentário

Carlos Herglotz Arte Naïf disse...

Posso imaginar quanta emoção e quietude, encontrou neste belo Mosteiro.Maravilhoso! Pax ete Bone Rosarinho

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