Uma Manhã no Museu do Oriente


Domingo, dia de descanso! Sim!!! Depois de uma semana bastante intensa, este fim-de-semana foi muito desejado. Hoje o Armazém de Ideias, Ilimitada esteve de folga e aproveitou ao máximo. Foi visitar o Museu do Oriente! Este é um espaço que nos faz viajar para um outro continente, para uma outra cultura, sem sair da Doca de Alcântara! O Museu oferece salas de exposições com mostras temporárias e permanentes, sala de espectáculos, centro de reuniões, restaurante, cafetaria e uma loja inspiradora.

Foi, sem dúvida, uma visita interessante e bastante educativa. A entrada de 5€  dá acesso a todas as exposições patentes no Museu. 


 
Comecei a visita pelos "Acessórios Imaginários", uma mostra de Arte Contemporânea de Macau, onde o público pode absorver a intensidade de trabalhos de 20 artistas, nas áreas da pintura, fotografia, instalação e vídeo arte. O visitante, através das obras expostas contacta com uma "cidade multicultural onde as culturas chinesa e portuguesa continuam a conviver".  
Adorei a obra que Konstantin Bessmertny, apresenta nesta colecção. Este artista russo, residente em Macau, consegue dar um toque de humor e uma fascinante panorâmica de pormenores/mensagens que nos prendem durante algum tempo à tela.

De seguida espreitei a - "Presença Portuguesa na Ásia". O conceito por detrás desta exposição permanente, segundo o Museu "foi a construção de uma utopia oriental pelos Portugueses, desde o século XV até aos nossos dias, baseada no comércio, na missionação e no encontro de culturas". Objectos como mobiliário, pinturas, marfins, vão conquistando a nossa atenção à medida que nos descolamos nos corredores deliciosamente sombrios do espaço.
 

Até 31 de Maio de 2011 podem visitar as "Encomendas de Namban - Os Portugueses no Japão da Idade Moderna". No Japão  o termo Namban-jin significava "bárbaros do sul", traduzindo - os portugueses - presentes no território, principalmente os que chegavam pela via missionária. Este termo também inclui outros povos como os espanhóis e italianos. A exposição mostra "um universo sobre o qual muito pouco se sabe: o da encomenda da arte Namban no contexto da presença portuguesa no Japão desde a 2ª metade do século XVI até cerca de 1640".

Em 2011 celebram-se os 150 anos da assinatura do Tratado de Amizade e Comércio Luso-nipónico e segundo Alexandra Curvelo, esta exposição "reúne um conjunto de obras (mobiliário, têxteis, armaria e pintura), pertencentes ao acervo do Museu do Oriente e empréstimo de museus nacionais e coleccionadores privados nacionais e estrangeiros".

Finalizei a minha vista na companhia dos "Deuses da Ásia". Uma abordagem às religiões deste continente, desde o hinduísmo, passando pelo budismo o taoísmo e terminado no xintoísmo. Fascinante a recta final da minha visita onde contactei com deuses e rituais religiosos de países como Índia, China, Japão, Indonésia, Tailândia, Coreia, Mianmar e Vietname.

O Museu do Oriente ainda oferece uma programação  rica em música, teatro, dança, marionetas, cinema, cursos, um serviço educativo e encontros. Fiquei tão rendida que irei fazer um workshop para a semana: "O Feng Shui e a Água".
... e o Oriente aqui tão perto!


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