Relatório de Viagem :)


Estou de volta com histórias para contar. Deixo aqui um apontamento do que foi esta minha aventura por terras do Minho! Pouco texto, muitas fotos porque as imagens falam por si :)





D. Teresa “Fez da vila o lugar de Ponte de Lima”
“... Mãe de reis e
Avó de Impérios
Vela por nós!”
Fernando Pessoa


Igreja Matriz “Edificada pelos moradores, com o beneplácito de D. João I a partir de 1425, a sua conclusão é provavelmente de 1446.”


Rosácea revivalista do século XX


Lenda do Rio Lethes
Decius Junius Brutus comandou as hostes Romanas que chegaram à margem do Rio Lima em 135 a.c.
Perante tamanha beleza os soldados acreditaram estar junto ao lendário Rio Lethes que “apagava todas as lembranças da memória a quem o atravessasse.”
Receosos “negaram-se” a atravessá-lo.” Mas Decius Junius Brutos passou para a outra margem e chamou cada soldado pelo seu nome, provando que não se tratava do Rio do Esquecimento.


Bonita gaivota que te lanças no calmo céu azul de Vila Praia de Âncora. Outrora local de tensão. Esta fortaleza militar foi construída durante o século XVII para proteger a nossa costa dos espanhóis durante a Guerra da Restauração.

Ponte da Barca, vila edificada no trajecto de um dos caminhos para Santiago.
“O seu topónimo tem origem na «barca» que fazia a ligação entre as duas margens do Rio Lima.”
Templo do Sagrado Coração de Jesus foi construído no século XX no alto do Monte de Santa Luzia.

Cá em baixo, Viana do Castelo, “considerada pela National Geographic Magazine, como uma das mais belas paisagens do mundo.



Diogo Alves Correia – Caramuru
“Heróico navegante vianense, sobrevivente de um naufrágio na Baía em 1509”. Ganhou a “confiança das tribos índias do nordeste” brasileiro, facto importante para a “instalação das primeiras capitanias portuguesas.” Apaixonou-se por Paraguaçu, uma bela índia “deixou uma numerosa prole, semente da sociedade multirracial que caracteriza a nação brasileira.”

Em Arcos de Valdevez foi travado o Recontro de Valdevez “que opôs D. Afonso Henriques e Afonso VII de Leão” corria o ano de 1141.


Paço de Giela
Considerado Monumento Nacional desde 1910 este é um exemplar da “arquitectura civil privada medieval moderna (...). Em 1962 a artilharia portuguesa provoca danos sérios no edifício ao expulsar o general espanhol Pantoja.” A partir do século XIX os danos sérios que este imóvel tem sofrido devem-se ao seu abandono.

Mosteiro de Bravães
Situado na margem esquerda do Rio Lima, a poucos km de Ponte da Barca descobri o Mosteiro de Bravães. Este imóvel “albergou frades, inicialmente Beneditinos e depois Agostinhos desde os finais do século XII até à data da sua extinção em 1434. A visita ao seu interior é possível! Ao contrário de um bom número de locais que se encontram fechados. Assim apreciei os frescos do século XV e
século XVI que ainda sobrevivem ao passar dos anos.

Ora bem! Estando tão perto de Vila Nova de Cerveira não podia deixar de visitar a XV Bienal Internacional de Arte. E rever esta bonita vila que já conheço de outras viagens.

Se estamos no Verão ir à praia faz parte da rotina de férias. Por isso aproveitei para saborear as praias fluviais e a experiência foi muito positiva.
Soajo, Aldeia de Montanha onde podemos encontrar "o conjunto monumental de 24 espigueiros construídos em granito".E foi assim a minha viagem aventureira, por estas terras nortenhas cheias de História! O mais interessante nestas viagens é descobrir os locais menos conhecidos de Portugal, aqueles que estão depois de uma estrada imensa e com muitas curvas. Não é fácil encontrá-los e é preciso ser persistente! Se forem destemidos e se tiverem espírito de Idiana Jones, aconselho-vos a conhecerem este Portugal :)
Rosária Casquinha da Silva

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