PIPOCAS no PSICÓLOGO já são permitidas!

Numa altura em que o cinema faz parte do agenda setting, embora vá desaparecendo aos poucos uma vez que a entrega dos Óscares já foi cerimoniada e mais filmes bons só lá para o último trimestre do ano, não vos maçarei com opiniões, críticas a tudo e a todos os vestidos que desfilaram este ano na passadeira vermelha. Até porque sobre esta temática já a blogosfera está cheia.

Adoro cinema. Porquê? Três grandes motivos: Tem um poder de entretenimento, quando de qualidade, elevadíssimo; está repleto de inúmeros estímulos que aguçam a nossa criatividade e; exerce sobre nós um efeito terapêutico e auspicioso a custo do bilhete e em alguns casos a custo zero. É sobre este último motivo apresentado que me irei debruçar neste artigo sendo também o mote para uma rubrica sobre cinema a constar nas prateleiras do Armazém: “Pipocas no psicólogo”. O desafio consiste na elaboração de uma lista de filmes, revelando a moral da história e/ou por outras palavras, o que é que o visionamento de determinado filme poderá acrescentar à nossa vida. Sim, porque pode.

A longa-metragem pode ser, e em muitos casos já o é, uma obra literária ouvida e visualizada. Que nos influência consciente ou inconscientemente, que nos faz reflectir e que é rápida de absorver, porque usa vários tipos de linguagem ao mesmo tempo: palavras; expressões faciais; imagens; sons; cores; símbolos e tudo o que a imaginação do realizador mandar. É por isso que num filme nada é por acaso, tudo é estudado ao pormenor. Porque tudo é comunicação e, portanto, toda a mensagem tem de ser coerente.

Longe de ser apenas considerada
um meio de distracção, a 7ª arte começa a merecer um respeito, pelo importante serviço que pode prestar ao Homem em particular e à sociedade em geral. Hoje serve de palco a inúmeras questões, não havendo tema que ainda não tenha sido explorado na tentativa de nos aproximar de uma verdade.

O cinema tornou-se assim um meio de comunicação em massa, mas que ao invés de promover produtos/serviços, promove uma mensagem clarividente de problemáticas humanas. É portanto um laboratório psicológico aos olhos de quem quiser e acompanhado de um balde de pipocas para quem gostar.


Efeitos negativos do cinema? Também os há. O resultado final é fruto da ideia de uma ou mais pessoas, que terão com certeza uma perspectiva diferente de outras. Não dá para agradar a todos. Até porque alguns apreciam o bem, mas outros infelizmente, refugiam-se nas trevas.

AH, e os filmes surrealistas não contam para o efeito psicológico, só mesmo para entreter…A não ser que sejam realmente bons.
Alexandra da Silva

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