À Conversa com Célia Barros




Célia Barros, Portuguesa, 31 anos, Bacharel em Artes Plásticas pela da Escola Superior de Tecnologia, Gestão, Arte e Design, Instituto Politécnico de Leiria - Caldas da Rainha, (actual ESAD), com licenciatura em Gravura na Faculdade de Belles Arts da Universidade de Barcelona, reside actualmente no Brasil, mas está em Portugal até Fevereiro.

O Armazém de Ideias Ilimitada, foi ao encontro da Célia e na esplanada do Centro Cultural de Belém, ouviu e registou as palavras da simpática artista.

Para além de matar saudades do seu país e dos seus familiares e amigos, Célia Barros aproveitou estes dias para promover o seu trabalho e irá expor em Almada, Porto e Lisboa.

No dia da nossa conversa, Célia iria inaugurar a sua exposição de serigrafias “Impressões: Paisagem”, na Oficina de Cultura, em Almada. Foi convidada para participar na Exposição Comemorativa do Aniversário da Associação Amigos da Cidade de Almada. Mal recebeu o convite achou-o interessante. Afinal é a cidade onde morou e tal como refere a artista “Fui sempre para fora... Voltar ao ponto de partida é muito importante”. Esta é a primeira vez que expõe em Almada e o convite é a oportunidade para mostrar o seu percurso; É o regresso às origens.



Desde pequena revelou o seu jeito para o desenho e logo a mãe e o pai desconfiaram que o caminho a seguir seria o das artes. Célia faz questão em referir que o apoio dos pais ao longo do seu percurso foi incondicional – “Foram mostrando as oportunidades e eu fui atrás delas.” E refere ainda que “Sempre me apoiaram naturalmente, tão naturalmente, que às vezes nem me apercebo.”

A gravura foi o caminho que a artista decidiu seguir. Célia confessa que se sente bem, nas “várias linguagens da gravura”. Numa aula sobre gravura, na faculdade, a artista ficou fascinada com a técnica. “A maneira de construir gravura é muito ligada ao meu raciocínio, mexo-me muito bem nesse espaço”. No entanto outros meios de expressão surgem frequentemente no seu trabalho.

Refere que ao longo deste seu percurso não tem uma influência directa de um ou outro artista, são muitos os artistas de que gosta. No entanto tem consciência de que recebeu algumas influências na sua vida - “aprendizagens de vida”. Eulália Valldosera, artista Catalã, que Célia descobriu em Barcelona e o Grupo de Teatro “O Bando” são duas referências.

Questionada sobre a preferência de trabalhar de dia ou de noite, responde que quando começa com uma ideia, sente que trava uma “luta constante”, pois apesar de preferir a luz do dia e do ritmo que lhe é associado, defende que à noite consegue-se uma concentração maior. No seu processo criativo, por vezes não come nem dorme e deixa-se ficar pela noite dentro.

Célia com o seu sorriso sincero e a sua voz meiga despediu-se do Armazém de Ideias Ilimitada definindo o seu trabalho numa só palavra quando desafiada para isso: processo - " muitos conceitos podem definir o meu trabalho, processo é uma delas, fusão poderia ser outra, enfim, interessa-me o desenrolar das ideias."


Sem comentários

Com tecnologia do Blogger.